Essa oficina tem com objetivo comprovar na prática o valor terapêutico da Capoeira e seu potencial de estímulo da criatividade, controle físico e mental, desenvolvimento psicomotor e também colaborar para que o indivíduo enfrente melhor as situações do dia a dia, incentivando dessa forma a busca da autonomia, e ainda sendo um meio incentivador à reintegração social.
Como também Promover uma nova visão de política cultural e da política de saúde mental onde o respeito à identidade e à diversidade constroem um país mais democrático no sentido de incluir, socializar, descentralizar e potencializar a todos o direito à criação e à produção cultural.
Sob a coordenação de Flávia Helena Jordão da Silveira que é praticante da arte da capoeira desde 1992, aonde foi batizada com o apelido de Araçá.
Flávia Jordão também é psicóloga - formada pela Universidade Católica de Pernambuco em 1999. Desde 1997, ainda como estagiária introduziu e desenvolveu uma metodologia própria que consiste em utilizar a capoeira como instrumento terapêutico, que é por ela denominada Oficinas de Capoeira Sócio-Inclusiva.
O trabalho da psicóloga Flávia Helena Jordão da Silveira alcança maturidade no ano de 2007, a partir do seu encontro com o Geógrafo e Mestre de Capoeira Gil Velho (Gil Cavalcanti de Albuquerque), que já desenvolvia a proposta de trabalhar a capoeira utilizando os ritmos culturais regionais tendo como meta cada indivíduo resgatar sua identidade e territorialidade. Esse trabalho era chamado pelo Mestre Gil Velho de “Ensaios Sócio-Perceptivos”. Esta proposta de ensaio foi amadurecida nas vivencias dos diagnósticos etnoecológicos, em diversos espaços de comunidades indígenas brasileira e, em espaços como: Universidade Católica do Rio de Janeiro(entre 1988 e 2000 – registro no Documentário: Filme 174).Dentro destas propostas, excetuando os espaços indígenas, a capoeira, associada a ritmos socioculturais locais estruturava o ensaio.
A metodologia atual tem como objetivo o resgate da identidade do indivíduo em seu espaço vivencial. Visa também o resgate de parte da percepção, sobre a importância da autonomia do indivíduo na construção de sua realidade vivencial. Elege como elemento de resgate desta perspectiva a interação do sistema sensorial corporal com a memória genética do indivíduo. Acredita que os portadores de transtornos psíquicos, têm todos os condicionantes para auto inclusão a partir do reativamento de seu sistema sensorial, pois nele estão todas as informações para sua sustentabilidade.
Apresentamos aqui a proposta de realização das Oficinas de Capoeira e Percussão numa perspectiva sócio-inclusiva que consiste em utilizar a capoeira em conjunto com os ritmos percussivos das manifestações culturais locais, ou seja, elementos familiares ao contexto sociocultural dos indivíduos que participarão das Oficinas.
Esta proposta visa também promover uma nova visão de política cultural e da política de saúde mental onde o respeito à identidade e à diversidade constroem um país mais democrático no sentido de incluir, socializar, descentralizar e potencializar a todos o direito à criação e à produção cultural.
Pretendemos com essas Oficinas contribuir no sentido de atender às necessidades e demandas dos portadores de sofrimento mental. Desta forma espera se perceber melhor a nossa diversidade e compreender intensamente a riqueza das nossas diferenças.
Um dos resultados esperados desta ação sócio inclusiva são as imensas possibilidades que surgem a partir da interação com o campo da saúde coletiva porque se desenvolve nos portadores de transtornos psíquicos, possibilidades de relacionamento com outros cidadãos que estão em situação de desajuste com sua realidade.